
Vejo-me algures num jardim
onde as rosas existem.
Sento-me à beira de um caminho
que sei não levar a sitio algum,
excepto ao despojamento.
Olho e estou só,
só para dizer o indizível
e para o tornar mais ameno.
Partilho a alma dizendo-o:
As rosas,
o jardim ao fim da tarde,
a arvore que deita sobre o caminho,
o banco de madeira por baixo,
e eu e vós,
juntos na alma que se quis dar ao mundo,
que o amou
e vos amou.
É esse o segredo!
Amarna, 2004
JC
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