
Amanhece e a luz torna tudo banal.
Afinal as palavras não resistem
a um simples sol que se ergue todos os dias,
comezinho, igual a si mesmo.
Ou talvez esta necessidade
de olhar o mundo à transparência
e de lhe perceber os significados invisíveis,
que afinal talvez não existam
excepto em imaginações exaltadas
e absurdas como a minha,
tenha encontrado o seu momento de rotura,
e descanse agora,
para que eu me detenha.
Setúbal, 2011
JC
Sem comentários:
Enviar um comentário